Resenha do livro o impostor que vive em mim

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p10561_ggBatizado Richard Francis Xavier, o escritor Brennan Manning nasceu e cresceu, num subúrbio do Brooklin em Nova York junto com 2 irmãos. Tentou estudar jornalismo na Universidade de Missouri, mas acabou fazendo um seminário católico, impulsionado através da palavra de um conselheiro e seus questionamento pessoais. Graduou-se em Filosofia e Teologia, pelo seminário St. Francis Católico Romano. Faleceu em 12 de Abril de 2013.

O livro de Manning se inicia com a história de um menino chamado Ruller na qual teve seu peru arrancado. Onde ilustra um Deus que providencia e também tira segundo o autor. Ela fala também sobre a tristeza de Deus e o medo que temos dele, da vida e de nós mesmos. E com isso acabamos nos escondendo e passamos a acreditar nas próprias máscaras que usamos, pois muito tempo foi passado se escondendo atrás de máscaras.

            Mais adiante no próximo capitulo ele nos traz o perfil do impostor onde podemos tirar alguns pontos como: Perder o contato com os próprios sentimentos, mentiroso, Fácil aceitação e aprovação. O autor trata então das causas do impostor: memórias reprimidas de infância, covardia, resistência a oração e o padrão de comportamento punitivo. É discutido também a questão da espiritualidade, concluindo que a espiritualidade é um modo de viver não uma esfera da vida. O autor defende a importância da ressureição para a teologia cristã. Ela aponta três qualidades na qual considere essencial para a sobrevivência do cristão em nossa época: Oração, consciência e disciplina.  Com essas coisas será possível, o restada da nossa paixão.

            Adiante ele ilustra a importância da paixão com a parábola do tesouro escondido e com a história de Leslie Robins, ganhador do maior prêmio pago pela loteria americana a um único apostador. Ao ser informado que ganhara 111 milhões de dólares, em 10-7-1993, Leslie tomou o avião para a Flórida a fim de reatar com Colleen DeVries, sua namorada de infância a quem jamais conseguira esquecer. Em seguida, o autor conta sua própria experiência de superação do alcoolismo e a história de um menino judeu chamado Mardoqueu que só foi curado de sua hiperatividade e desinteresse pelas coisas espirituais quando repousou a cabeça no peito do rabino de sua sinagoga e lhe ouviu o coração bater. Manning relaciona essa experiência ao relato bíblico da ceia (Jo 13:23-25). O autor conta, então, a história de um homem que sofria de câncer e aprendera a orar imaginando que Jesus ocupava a cadeira ao lado de sua cama. Ao falecer, recostou pacificamente a cabeça no assento da cadeira, reconhecendo a presença real de Jesus ali. Depois de meditar na experiência do apóstolo Pedro, Manning conclui um capítulo com a observação que “o resgate da paixão começa com a reavaliação do tesouro, continua quando permitimos ao Grande Rabino nos segurar perto de seu coração e culmina numa transformação pessoal para a qual nem estamos preparados”.

            No próximo capitulo ele trata dos relacionamentos controladores como sendo caracterizados pelo respeito às opiniões e pelo medo do ridículo. O autor propõe que o cristão aja com independência, mediante alguns princípios: paixão como determinação, o aprendizado que se transforma em amor, a decisão coração de tomar decisões, a dependência de Deus. O autor também lembra o fazer é o que nos define apesar da importância do ser. Ele finaliza o livro tratando do amor ilimitado de Deus. Manning conclui a obra com vislumbres do reconhecimento do que a tradição judaica chama de Kabod Yahweh, a “majestade esmagadora de Deus”. O resgate da paixão está intimamente ligado à perplexidade quanto à força esmagadora desse mistério. Segundo ele, “nós nos movemos do cenáculo, onde João deitou sua cabeça no peito de Jesus, para o livro do Apocalipse, em que o discípulo amado cai prostrado diante do Cordeiro de Deus”.

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